segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Nos preparando para o Natal

É inesquecível vivenciar com toda a plenitude a época do Advento com as crianças em casa.

Durante os dias que seguem podemos contar as crianças historias de natal como - Moedas de Estrelas, São Nicolau, São Nicolau e as crianças estrelas, a Viagem de Maria, o Segredo da Grande Rocha, sempre acendendo uma velinha
.
Melhor ainda se puder montar um cantinho de Época e todas as noites, de preferencia sempre no mesmo horário, acendendo uma vela da coroa, cantando uma musica e contando uma história. Veja aqui algumas dicas para fazer esse pequeno ritual :



1 semana do advento - Reino Mineral
Primeiro domingo do Advento - 27/11

Presépio - pano azul, Maria, anjo, algumas estrelas e o caminho de velas. O ideal seria que as crianças não vissem a construção da estrutura do presépio, principalmente as menores.

Coroa do advento - velas de 4 cores - azul, vermelho, amarelo, verde

Nesta primeira semana, acendemos a vela azul. E coloque no cantinho elementos do reino mineral - agua, conchas, troncos...

E procure contar histórias sobre o reino mineral - O caminho de pedras até Belém, ou o segredo da grande Rocha.



2 semana do advento - Reino Vegetal
Segundo domingo do advento - 04/12

Pres
épio - ele amanhece com plantas, musgos e mais estrelas

Coroa do advento
- acender as velas azul e verde.


Contar histórias sobre o reino vegetal - O segredo das rosas, por exemplo.




3 semana do Advento - Reino Animal
Terceiro domingo do advento - 11/12

Presépio - entram o estabulo, o boi, burrinho ao lado de Maria, mais estrelas.

Coroa do advento
- acender velas azul, verde e vermelha.


Conte histórias sobre o burrinho, e as crianças vao adorar trazer mais animaizinhos para o presépio



4 semana do Advento - Reino Humano
Quarto domingo do advento - 18/12

Presépio - recebe José ao lado de Maria, Pastores dormindo com as ovelhas, mais estrelas.

Coroa do Advento - acendemos as quatro velas.

Contre histórias sobre Os estalajadeiros de Belem.




Noite de Natal

Acenda todas as velas, conte histórias sobre o nascimento de Jesus, as musicas da noite de Natal.


Manha do dia 25

Os pastores amanhecem se retirando do estábulo. Os reis surgem em algum lugar longe da casa - canto da escada, sala.
Conte histórias sobre o nascimento de Jesus e suas visitas e as repita até o dia de Reis, dia 06.

Dia 06/01 - Dia de Reis


Maria amanhece com menino Jesus no colo. Colocar um pano dourado no estabulo. Os reis chegam até o menino. Contar história sobre os Reis.

Dia 07/01

O presépio amanhece completamente desaparecido do cantinho de época, sem deixar vestigios

Epoca do Advento

Na nossa escola, a época já vem sendo trabalhada com as crianças, porque logo elas entram em férias, mas é no quarto final de semana que antecede ao Natal, que começa oficialmente o Advento

Advento significa "aquele que vem". E é isso que essa Época pede - a espera, a preparação para o nascimento de Jesus - um ser que vive em nós e cujas qualidades crísticas conquistamos pela coragem e esforço individual.

O advento pede interiorização para que nós nos vejamos como somos e nos preparemos para o SER que vira, sem necessidade de usar chavões, posturas adquiridas, mascaras. Esta é uma das tarefas mais difíceis a cumprirmos no natal - precisamos treinar conscientemente a achar o silêncio, a compenetração e a reflexão. Não somente combatendo ruídos e interferências exteriores, porém, principalmente, tentando encontrar uma ligação nova com o mundo espiritual.

Sabemos como é benéfica e cheia de paz uma contemplação prolongada do céu estrelado- sentimo-nos acalmados, mais abertos e confortados ate o fundo da nossa alma. Há  inúmeros versos e canções que falam disso. Esse é como um alerta para nossa alma - assim como as estrelas querem iluminar a escuridão terrestre, nós devemos achar em nossa vida pontos de luz dentro de nos.

A cor do Natal - a cor que corresponde ao advento é o azul. Como a cor do manto de Maria, ele simboliza a vontade que temos de nos ligarmos com nossa origem. O azul representa a escuridão que foi permeada de luz.

A vela - a vela seria como a luz que brilha igualmente para todos. É clara e quente, e não uma luz ofuscante. Ela representa como deveriam ser a cabeça e o coração do homem- clara no pensar e quente no amar. Assim, como a vela se consome ao ofertar calor e luz, o ser humano também deve sacrificar-se para poder dar luz e calor a todos!

A coroa do advento - A coroa é formada por quatro velas, acesas na sequência de quatro domingos. Cada vela tem uma cor - azul, reino mineral verde, reino vegetal, vermelha, reino animal e amarela, que representa o reino humano.

Recomendamos a experiência de vivenciar essa época com as crianças em casa. Monte seu cantinho de Época, conte histórias, acenda velas...


Fonte - Jornal Interno da Escola Waldorf Angelim - Época do Advento

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sobre coerência e valores

Não e fácil educar uma criança. Rudolf Steiner diz que não ha, basicamente, em nenhum nível, uma outra educação que não seja a auto-educação. E um desafio diário e constante, de mantermos a nossa coerência e valores. Mais do que o que falamos, elas aprendem pelo que fazemos.
Recebemos hoje o texto do artigo da Rosely Sayão, falando um pouco sobre essa jornada, que compartilhamos com vocês

Contrariar o que pensa e ceder a pedidos dos filhos traz insegurança

 Muitos pais vivem, quase todos os dias, conflitos gerados pelos filhos. A maioria deles resulta de pedidos e pressões que crianças e adolescentes fazem a eles. Permitir ou não? Dar ou não? Eis a questão!

Há um grande número de pais que cedem aos caprichos dos filhos mesmo sem concordar, ora porque acham que é muito cedo para o filho fazer ou ter determinada coisa, ora porque o que o filho quer não se encaixa com o que a família pensa.

Vamos conversar a respeito dessas contradições que os pais cometem –que não passam despercebidas pelos filhos– e suas possíveis consequências.

Não me canso de repetir: crianças, desde muito pequenas, sabem o que querem ou, pelo menos, pensam que sabem. Tal fato não é uma novidade das crianças nascidas neste novo mundo: sempre foi assim. Só que, na atualidade, o que elas demonstram querer é supervalorizado pelos pais, o que nunca aconteceu anteriormente.

E se há uma coisa que as crianças sabem fazer muito bem é batalhar pelo que querem. Elas criam novas estratégias e usam todas as que aprenderam que funcionam. Esse aprendizado começa lá pelos dois anos, mais ou menos.

A partir dessa idade, elas já passam a relacionar o seu comportamento com o que acontece depois. Se, por acaso, a criança ficar descontente com algo e reagir, impulsivamente, se jogando ao chão e/ou gritando, por exemplo, e logo após for atendida, ela aprende que essa é uma boa estratégia a ser usada.

Muitos pais não aguentam sustentar com firmeza sua decisão frente a comportamentos rebeldes dos filhos ou frente à insistência incansável deles. E, por isso, cedem.

Entretanto, a concessão que eles fazem pode não ser boa para a criança ou para o adolescente, principalmente por um motivo que considero importante: os filhos percebem, com muita clareza, que os pais estão agindo de forma contrária ao que pensam, ou seja, percebem a incoerência deles. E isso, caro leitor, provoca insegurança nos mais novos, que vai sendo construída pouco a pouco.

Mais importante para os mais novos do que ficar satisfeito e alegre com o fato de ter conseguido o que queria, é sentir segurança com seus pais. É essa sensação que ajuda crianças e adolescentes a crescerem com mais confiança, mesmo frente a todas as adversidades que a vida lhes impõe.

E tem mais: sabe o que um filho aprende quando percebe que seus pais agem de modo contrário ao que pensam? Que tudo é negociável, inclusive princípios, valores e até virtudes, quando há um interesse por algo. E esse tipo de aprendizado não é bom, concordam?

Hoje, nossas crianças e jovens estão muito pressionados pela ideologia consumista, por demandas sociais que nem sempre se adaptam ao seu modo de ser e de pensar e ao da família, pelos grupos que frequentam, pelas publicidades –inclusive as que são dirigidas aos adultos.

Para resistir ao menos a algumas das tentações que daí surgem, para manter a integridade e o respeito por si, a segurança e a coerência dos pais colabora muito.

Não hesite, caro leitor, em negar algo a seu filho se você não concorda com o que ele pede. Você irá errar na criação deles de qualquer maneira! Melhor errar estando de acordo com seus princípios e pensamentos, não é verdade?


Rosely Sayão




terça-feira, 4 de outubro de 2016

Nossa celebração de Micael

A celebração de Micael iniciou com o exercício da vontade, onde as crianças puderam lixar e colorir seus escudos. 

Depois exercitaram a paciência para aguardar a sua vez de colocar a corda no escudo. Com muita força e coragem exploraram todo o parque e dominaram os dragões, alguns com cavalinhos e outros com espadas feitas de galhos de árvores.

Após um longo brincar fora, fizemos um lanche especial!

 As crianças entraram na sala (que estava toda escura) e passaram por um "túnel iluminado" com velinhas no chão. Após cantarmos e agradecermos, comemos o delicioso pão de Micael, em forma de dragão,que foi feito no dia anterior.

Foi muito emocionante ver a alegria e veneração das crianças.

Desejo que a força e a coragem de Micael viva neles por muitos e muitos anos!

Em nome da escola e de todas as crianças agradeço imensamente a ajuda do Pedro, pai da Valentina, e do vovô da Clara que com muita dedicação fizeram os escudos.


com carinho,

Professora Lis





sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Entrei num jardim com flores… ( sobre nossa Festa da Primavera)


Numa linda manhã de sol, entre pássaros e borboletas, nós, professores, pais e alunos da família Angelim nos encontramos com muita alegria no dia 24 de setembro para juntos celebrarmos a Primavera!

Comemorar esta estação, além de agradecer por tudo o que a natureza nos presenteia: o colorido e o perfume das flores, o canto dos passarinhos, os frutos...e, acima de tudo, admirar a força de cada semente!

Imaginemos o esforço que ela teve de brotar, crescer, florescer, dar frutos. Não é divino ?

Se não fosse esse o motivo, que sentido teríamos passarmos por um arco de flores, preparado por pais e professores...

Iniciamos nossa manhã com um lindo verso e canções, para nos dar  boas-vindas....






Preparamos lindas coroas de flores para nos embelezarmos para a grande festa. Nos confraternizamos com um delicioso lanche trazido por cada família, em uma mesa farta... 







Reunimos força, vontade e veneração para o plantio de árvores no canteiro da rua em frente à escola. Mesmo que não sejamos nós a colher os frutos, as sombras... mas tivemos uma atitude linda com nossas crianças e com certeza elas carregarão isso para sempre dentro de si.











Nos reunimos novamente em roda para cantarmos lindas canções de Primavera, manifestando toda nossa alegria e gratidão.








Enfim, finalizamos nossa festa com o emocionante teatro da Linda Rosa Juvenil, que nos ensina a termos a alegria da Linda Rosa, a coragem do príncipe para enfrentarmos todos os nossos desafios, nossos dragões, para crescermos e sermos bons frutos.









Em nome de toda a Escola Angelim, agradeço a força, a vontade, o entusiasmo de todos para que esta linda festa acontecesse.




Gratidão por fazer parte desta família!

Viva a Primavera!
Viva São Micael!

Professora Elza


 Por trás das câmeras -  Nós, da comissão de comunicação,  queríamos deixar registrado aqui um pouco mais do amor que existe aqui... Pedimos para a Professora Elza escrever um texto, relatando um pouco da festa sobre o ponto de vista dela. E aí, ela chega com esse papel almaço aqui embaixo, escrito a mão, com essa letra super caprichada! Não é muiiito amor!!!? Nosso coração derreteu!


Nosso agradecimento especial a Linda Rosa Juvenil desse ano, Marcela, acompanhada do seu Belo Rei, o Diego, pais da nossa querida Vitoria, que foram corajosamente incríveis na encenação!

Ah, e os registros fotográficos da festa,  pura poesia, são de um dos nosso pais, o Pedro Amora, da Pedro Amora Fotografia Criativa, que a gente super recomenda!



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Curso - A Pedagogia Waldorf e os Desafios da Atualidade

Vivemos em um tempo de grandes avanços tecnológicos, realidade virtual, onde diversos estímulos sensoriais, como excesso de velocidade, excesso de solicitação visual e sonora, uso precoce e descomedido dos meios eletrônicos, intervêm nos mais variados âmbitos do nosso cotidiano, inclusive nas nossas relações.
E nós, como pais, ficamos com uma angustia -  Como olhar para as crianças e inseri-las nesse contexto? Como entender o que e necessidade real, genuína e natural delas? Como protege-las, sem exclui-las?  Vamos deixa-las em uma bolha?  E seu eu não for waldorf o suficiente? Como a antroposofia e a pedagogia waldorf podem nos ajudar nesse caminho?
Foi em busca dessas respostas que convidamos o Instituto de Desenvolvimento Waldorf, de Sao Paulo, para um curso aqui em nossa escola. Sera dia 17 de setembro, das 9h as 17h, com Glauce Kalisch, pedagoga e professora waldorf. Ela irá  falar sobre os cuidados essenciais das crianças durante o primeiro setênio e os fundamentos da Pedagogia Waldorf como ferramenta para vivermos os desafios de nossa época.  

 As inscrições vão ate dia 12 de setembro, pelo email estudos.angelim@gmail.com,  e as vagas são limitadas! Vamos aprender juntos?

PS - Temos um minimo de 20 inscritos, se não alcançarmos esse numero, o curso não sera realizado.


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Como falar com as criancas

Renata Ignácio Keller




Quanto menor é a criança, menos ela obedece ao adulto. Podemos dizer mil vezes a uma criança: “Faça isto, fique quieta, faça aquilo?, e é como se nada tivéssemos dito. A criança pequena não age porque nós mandamos, porque quer ser uma menina boazinha”, mas de forma totalmente impulsiva inconsciente.

Conforme as forças formativas estão trabalhando em seu interior, em um movimento rítmico, a criança age para fora, ora pulando, ora deitando no chão, ora juntando pedrinhas no bolso e, na mesma hora, já despejando tudo no chão. “Não faça isso, filhinha!”, “Pare de pular, Joãozinho!”.
Os adultos gritam muitas vezes irritados com essa atividade constante e com sua impotência em
comandar os pequeninos como querem. O fato é que as crianças não têm capacidade de compreender o porquê do permitido e do proibido.

Mas, como é que nós podemos trazer ordem a esse caos? Que podemos fazer para que as crianças
arrumem seus brinquedos, sentem-se para as refeições ou entrem em casa depois de brincar lá fora? A
palavra mágica é “imitação”. Nada podemos conseguir com as crianças pequenas, principalmente com as menores de quatro anos, senão dando o exemplo, fazendo antes para que a criança possa nos imitar.

Se eu pegar um pauzinho e colocá-lo na cesta, a criança que está ao meu lado vai imitar esse gesto
imediatamente. Se eu ainda acompanhar esses gestos com músicas ou versos rítmicos, então a criança
vai imitar-me com mais prazer.

Com as crianças acima de três ou quatro anos, já podemos conversar de maneira diferente. Uma
pequena parte daquela força formativa, que permeava por inteiro o corpo da criança antes dos três anos, libertou-se do físico e vive agora em sua alma, como fantasia infantil. Nessa idade, de três a cinco anos, a criança brinca realmente, mas sem persistir muito tempo na mesma brincadeira. Seu brincar é leve, dançando, transformando tudo. Um pauzinho pode ser uma boneca que ela abraça carinhosamente; logo depois, já joga no chão porque viu outra coisa mais interessante: uma casca de coco que lhe serve de chapéu; ela é soldado e anda contando, marchando pela sala. Quando tira o coco da cabeça, ela acha pedrinhas que põe em sua panelinha, para fazer comida para seus filhinhos, e assim por diante. A fantasia da criança não conhece limites, pinta um quadro atrás do outro, conta uma história. Se quisermos conversar com uma criança desta idade, temos de entrar no seu mundo movimentado. E isso às vezes é muito difícil, pois nossa cabeça já está dura, não temos idéias....

Perto da fantasia das crianças, nossas idéias parecem uma pedra cinzenta ao lado de uma borboleta. Mas, com crianças dessa idade, temos de pôr nossa cabeça em movimento, temos de desenvolver nossa fantasia. Os melhores professores para isso são as próprias crianças.

Por exemplo: um grupo de crianças montou uma gruta no meio de uma floresta, com galhos de árvores e pedras. No meio da floresta, as crianças puseram muitos bichinhos de madeira e, na gruta, esconderam os anões. Chegou a hora de arrumar. Então, em vez de dizermos: “Crianças, vamos arrumar, está na hora!”, vamos falar assim: “Você, Gabriel, é o pastor que leva todos os animais para o estábulo. Já está de noite, eles precisam ir embora para descansar. E os anões já trabalharam muito dentro da montanha, vamos levá-los para sua casa. Agora, temos que chamar um lenhador. Você, José, quer ser o lenhador que põe toda esta madeira no seu caminhão?”. E assim, sem interromper a brincadeira das crianças, podemos levá-las a fazer aquilo que precisa ser feito para seguir o ritmo do dia, neste caso, arrumar.

Outro exemplo: todas as crianças estão sentadas numa rocha no chão, ouvindo histórias, mas Carlos está fazendo caretas para um, beliscando o outro, rindo à toa. Dizemos então para ele: “Que macaquinho está aqui dentro da sala! Vá depressa até a porta e solte esse macaquinho, para ele poder pular lá na floresta. Aí você traz o Carlos, tá? Ele pode ficar aqui na roda, mas o macaquinho, não!”. Vamos com o Carlos até a porta, pedimos para que o macaco volte para a floresta e voltamos com o Carlos para a roda.

Temos de aprender a falar em imagens. Podemos aprender isso da nossa própria linguagem, se
observarmos um pouco quantas imagens usamos inconscientemente. Outra fonte de imagens são os contos de fadas: eles não descrevem acontecimentos reais, mas são imagens que espelham o que se passa dentro da alma humana. O príncipe e a princesa, o lenhador, a madrasta, o caçador, são imagens para qualidades de nossa alma. Todas as pessoas têm dentro de si uma princesa ou príncipe e todos conhecem também o dragão, aquela força escura, explosiva, descontrolada, inconsciente, que ás vezes ameaça devorar a princesa, nosso ideal mais puro, mais íntimo. Também conhecemos o que significa perder-se na floresta e não achar o caminho de casa. As crianças compreendem estas imagens de uma forma direta. Eles vivem em imagens. Podemos, então, dizer para um menino que chuta, bate, esperneia, descontroladamente: “Pedro, segure as rédeas, seu cavalo está disparado. Você precisa segurar mais seu cavalo, sendo um bom cavaleiro”. Esta imagem vai tocá-lo
muito mais profundamente do que se eu disser simplesmente: “Pare com isto! Bater é feio”, etc.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Portas Abertas Escola Waldorf Angelim 2016 - para alunos de 7 a 9 anos

VENHA VIVENCIAR A PEDAGOGIA WALDORF
Sabemos como é complexo o processo de escolha de uma escola. Por isso, preparamos um dia especial com  vivências conduzidas pelos professores, reproduzindo para os adultos a experiência das crianças em sala de aula. E um real abrir portas mesmo

 Mas por que não simplesmente agendar uma visita individual?

 

Para que você possa realmente conhecer a proposta pedagógica do Angelim, entender um pouquinho o que é uma escola associativa, sentir o ambiente e conhecer seu espaço físico, você e nós precisamos de mais tempo.
No Portas Abertas vamos passar 3 horas juntos. Você será recebido por nossos professores, pais, e associados que oferecerão algumas vivências. Vamos compartilhar nossos princípios e ideias, falar da pedagogia antroposófica e como a praticamos aqui no Angelim.  Vamos ouvir suas perguntas e, por fim, saborear um lanche feito pelas mãos da nossa comunidade, quando mais experiências são partilhadas.

Confira aqui a nossa programação:

 PALESTRA APRENDER FAZENDO - “ A contribuição do currículo waldorf para o desenvolvimento da criança de 7 a 9 anos”, Com Gabriela Jahnel, Antropóloga, Professora Waldorf, aconselhadora pedagógica e gestora escolar. Ministra cursos e palestras voltadas a pedagogia Waldorf.

 CAFÉ DA MANHA

 OFICINA: VIVENCIAS ARTÍSTICAS


Para participar, é preciso fazer inscrição até dia 06.09, pelo email escolaangelim@gmail.com ou pelo fone (11)4581-7146, das 8h as 13h.

*Por ser uma programação exclusiva para adultos, pedimos não trazer crianças neste dia.


Venha trocar histórias!  Vamos esperar vocês!









quinta-feira, 7 de julho de 2016

I Festa Junina do Angelim - Viva São João!



"Eu não sou eu. Sou este que vai bem ao meu lado sem eu vê-lo; que às vezes visito, e que às vezes esqueço. Que se cala, sereno, quando falo, que perdoa, tão doce, quando odeio, que passeia por onde não vou indo, que ficará de pé quando eu morrer." - De Juan Ramón Jimenes, tradução de Ruth Salles



Os gregos comunicavam notícias acendendo fogueiras pelos montes, e uma montanha anunciava à outra a boa-nova.
Mas não houve talvez boa-nova maior que a da chama acesa por Zacharias na montanha Judaica, para anunciar aos arredores o nascimento de João Batista.
O ancião ficara mudo por duvidar da palavra do anjo, quando lhe anunciou a vinda de um filho. Somente ao nascer o menino, Zacharias recuperou a fala, e assim deu-lhe o nome de João. Tornou-se ele próprio uma língua de fogo a crepitar na montanha, para que todos soubessem que do velho casal nasceu um menino, mesmo Isabel sendo estéril.
João Batista foi grande personalidade na história da humanidade. Abriu caminhos para a o despertar da auto-observação e o autoconhecimento, e o autojulgamento, através da passagem pelo deserto, o batismo no Rio Jordão, e o reconhecimento da grandiosidade de Cristo.
Esse ano nossa Escola Angelim também festejou com alegria e entusiasmo o dia de São João, com uma linda Festa Junina. Nossa fogueira saudou não só sua história e ensinamentos, mas também o momento tão valioso e especial ao vermos as famílias ali reunidas, as crianças contentes e a chama quente! E anunciamos a primeira, de tantas outras festas que ainda estão por acontecer em nossa escola.


Assim como nossa escola cresceu, a Festa Junina também! Com carinho os professores planejaram os preparativos, e convidaram algumas das comissões para auxiliar no trabalho, essas por sua vez não mediram esforços para organizar e apoiar o colegiado de professores. Pais e mães corajosos que se mostraram dispostos todo o tempo: Muito obrigado!

 A Escola Angelim toda se preparou para a grande festa. As crianças ajudaram a decorar as classes e o pátio, as barracas foram montadas e decoradas pelos pais, as deliciosas tortas e bolos, bem como as bebidas foram doadas pelas famílias, as bandeirinhas coladas e costuradas, os enfeites das brincadeiras, as prendas, entre muitos outros detalhes. Foram muitas novidades para todos nós! 





Juntos apostamos numa estrutura que favorecesse para termos um encontro caloroso, harmonioso em que todos pudessem estar próximos, se olhar, conversar e dançar. E só pudemos dançar e cantar tão alegremente, pois em nossa escola temos pessoas muito habilidosas, que tocam lindamente instrumentos como a viola, a zabumba, o triângulo, o acordeon e o violão, sem falar nas vozes do canto. Foi brilhante a participação e o empenho dos músicos, nosso sincero agradecimento!

E foi com eles também que, as classes do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental puderam apresentar a dança junina. Corajosas foram essas crianças que enfrentaram a vergonha e a timidez na frente de tantas pessoas, e que depois de alguns ensaios,  dançaram contentes duas lindas músicas em louvor a São João; e passearam no caminho da lanterna até a fogueira. Parabéns!



Agradecemos as famílias que colaboraram e participaram verdadeiramente da festa, cada qual com sua disponibilidade. Esses são alguns dos gestos sociais que nós adultos devemos cultivar.


Os parabéns à toda Escola Angelim pelo fechamento do semestre!


“Aqui

Na noite antiga de garoa e frio fino,

Subiam balões de luz

Em honra do primo de Jesus,

São João Menino.



E, em nosso coração,

Cada balão,

Subindo rápido e em linha reta,

Era o próprio João Menino

Se transformando em João Profeta.



Era o profeta

Que parecia o clarão da madrugada,

Antecedendo a chegada

Do grande sol nascente, da maior luz:

O Cristo Jesus.”



De Ruth Salles