sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
ÉPOCA DO ADVENTO NATAL 2017
O RITMO ANUAL...
Vivemos imersos na constância dos ciclos de cada dia, semana, mês, ano... e assim perfazemos ritmos circulares, seculares, que se repetem e se renovam, que são sempre os mesmos, sempre iguais, mas sempre outros, sempre novos, como bem diria Cecília Meireles. Eles seguem o curso alinhado à natureza "inspirando-se" no sol, nos planetas, na lua, no zodíaco... e o ser humano, dentro deles, faz e refaz o caminho de si mesmo, da humanidade, do universo.
Quão precioso é podermos, pouco a pouco, nos acercar mais conscientemente do que move a essência de cada caminho, desvelando em nosso interior camadas que nos alçam a novas antigas capacidades perceptivas! Nesse contexto, vivenciar e se aprofundar no que emana das Festas Cristãs é uma preciosa forma de adentrar ao cerne, ou deixar que ele se revele, encontrando possibilidades de elevada transformação.
NATAL - UMA CRIANÇA QUER NASCER
É muito intrigante que nós estejamos reunidos em torno dessa palavra - Advento - quando temos tantas tarefas a concluir. Quem de nós não tem uma tarefa para finalizar? Esse momento nos coloca em uma situação muito propícia para nos vincularmos ao significado do tempo que finda e, simultaneamente, acolher algo que está por vir. Buscar o espaço interior para deixar de se ocupar apenas com tudo aquilo que precisa ainda ser finalizado; ao mesmo tempo, ver o que está acenando, que luz nos alerta para direcionarmos o futuro.
O mês de novembro tem um mistério em si. Ele começa com Finados e termina com o início do Advento. Finados nos traz a consciência da morte, Advento a do nascimento. Tudo o que surge na terra é temporal, e assim sujeito aos processos de perecer, de morrer. Não é a questão se algo ou alguém vai perecer, é só a questão quando. Se este processo de perecer atuasse sozinho, então não haveria um futuro da terra e da humanidade, estaríamos apenas vivendo o último ciclo da vida. Mas a realidade não é assim. Podemos observar a natureza para reconhecer isto. Na natureza vemos como que de uma semente nasce uma planta, que cresce, se desenvolve, dá flores e frutos, e então começa a perecer. Se fosse só assim ela morreria e nunca mais haveria outra desta planta. Mas a planta não forma somente frutos. Nos frutos ela forma também sementes. E estas sementes são o que proporciona um novo ciclo, um futuro. No nosso desenvolvimento temos um processo semelhante. Nós temos que formar nossa vida, criar frutos de nosso trabalho e colhê-los. Mas se nós estivermos somente preocupados com o hoje e o agora, em criar e colher frutos para a nossa existência atual, então teremos, talvez, um presente com sucesso, mas um dia tudo perecerá, como tudo perece. Para que haja um futuro, temos que ao mesmo tempo criar frutos e sementes. Este impulso de criar sementes, de sentir a responsabilidade pelo futuro, de formar impulsos para o futuro, é a qualidade de Advento, daquilo que ainda não é, mas que quer vir para nós, a possibilidade de que o novo, o futuro possa nascer. A semente que precisamos é aquela que tem em si o germe do ideal do ser humano, do que irá nascer no Natal. Novembro tem estas duas qualidades em si: o perecer do passado e o germe do futuro, Finados e Advento. Qualidades que necessitamos não só neste mês, mas todos os meses, todos os dias, todos os momentos de nossa vida.
O QUE SIGNIFICAM OS SÍMBOLOS DO NATAL
O Natal tem um lugar especial entre todas as festas que comemoramos ao longo do ano. É a Festa da Luz, que vem do coração das pessoas.
O Natal tem um lugar especial entre todas as festas que comemoramos ao longo do ano. É a Festa da Luz, que vem do coração das pessoas.
A verdadeira comemoração do Natal deve acontecer dentro de nós como se a cada ano, ano a ano, estivéssemos preparando para o nascimento de um ser que vive em nós e cujas qualidades Crísticas conquistaremos através da coragem e do esforço individual.
A COR DO NATAL
A cor que corresponde ao advento é o azul, como a do manto de Maria e ele simboliza a vontade que temos de nos ligarmos novamente com a nossa origem. O azul representa a escuridão que foi permeada de luz. Este azul é a cor do terreno que deve envolver o espiritual, assim como o manto azul de Maria envolve o espírito vindouro, a criança, o germinar celestial que está por vir.
A VELA
A vela seria como a luz que brilha IGUALMENTE para todos. E é clara e quente; não uma luz ofuscante como a luz artificial e nem somente quente como o calor, mas suave no clarear e no esquentar. A vela é como deveriam ser a cabeça e o coração do homem: clara no pensar e quente no amar. E, assim como a vela se consome ao ofertar luz e calor, o ser humano também deve-se exaurir, sacrificar-se, queimando, para poder dar luz e calor a tudo e a todos!
A COROA DO ADVENTO
A vela seria como a luz que brilha IGUALMENTE para todos. E é clara e quente; não uma luz ofuscante como a luz artificial e nem somente quente como o calor, mas suave no clarear e no esquentar. A vela é como deveriam ser a cabeça e o coração do homem: clara no pensar e quente no amar. E, assim como a vela se consome ao ofertar luz e calor, o ser humano também deve-se exaurir, sacrificar-se, queimando, para poder dar luz e calor a tudo e a todos!
A COROA DO ADVENTO
Para festejar os passos do Advento, existe o costume de confeccionar uma coroa com ramos de pinheiro, em forma de círculo, amarrada com fitas. Sobre ela fixam-se quatro velas - uma de cada cor, azul, verde, amarela e vermelha, ou apenas de uma cor. A coroa pode ser colocada em um local onde a família se reúna normalmente. Deve ser um local calmo, onde os familiares possam se sentar e refletir sobre o sentido da época.
No primeiro domingo do Advento, acende-se a primeira vela, azul. Se possível volta-se a acendêla todas as noites da semana. No segundo domingo acende-se duas velas: azul e verde, no terceiro três: azul, verde e amarela e no quarto domingo do Advento, as quatro velas. Na noite de Natal, podem-se acender todas.
Os momentos mais propícios para se acender as velas da coroa são: antes ou depois do jantar, podendo também ser antes de dormir, acompanhando com canções natalinas, histórias de Natal ou uma oração. O mais importante é criar um ambiente adequado, um espaço interior
calmo e aberto.
No primeiro domingo do Advento, acende-se a primeira vela, azul. Se possível volta-se a acendêla todas as noites da semana. No segundo domingo acende-se duas velas: azul e verde, no terceiro três: azul, verde e amarela e no quarto domingo do Advento, as quatro velas. Na noite de Natal, podem-se acender todas.
Os momentos mais propícios para se acender as velas da coroa são: antes ou depois do jantar, podendo também ser antes de dormir, acompanhando com canções natalinas, histórias de Natal ou uma oração. O mais importante é criar um ambiente adequado, um espaço interior
calmo e aberto.
COMO COMEMORAR COM AS CRIANÇAS
Durante o período do advento podemos trazer vivências e imagens que preencham o coração das crianças, como preparar o calendário e a coroa do advento, contar às crianças histórias de Natal como: Moedas de estrelas, São Nicolau e as Crianças das Estrelas, a Viagem de Maria, O Segredo da Grande Rocha... sempre acendendo uma velinha.
São histórias que podemos encontrar no livro de Karin Stach ou até buscá-las em outros livros. O importante é que a criança receba nesta época, este grande alimento anímico recheado com lindas histórias natalinas.
São histórias que podemos encontrar no livro de Karin Stach ou até buscá-las em outros livros. O importante é que a criança receba nesta época, este grande alimento anímico recheado com lindas histórias natalinas.
OS DIAS DO ADVENTO
Primeiro Domingo do Advento – 03 de dezembro de 2017
1ª semana do Advento - Reino Mineral
Acende-se a vela azul na coroa do advento, pode-se contar a história dos Quatro Anjos do Advento ou simplesmente cantar “Advento... advento... uma luz reluz....”.
Todos os elementos do Reino Mineral são bem vindos nesta semana no presépio: água, conchas, pedras, etc...
Segundo Domingo do Advento – 10 de dezembro
Acende-se a vela azul na coroa do advento, pode-se contar a história dos Quatro Anjos do Advento ou simplesmente cantar “Advento... advento... uma luz reluz....”.
Todos os elementos do Reino Mineral são bem vindos nesta semana no presépio: água, conchas, pedras, etc...
Segundo Domingo do Advento – 10 de dezembro
2ª semana do Advento - Reino Vegetal
Acende-se as velas azul e verde, repete-se a história ou a música.
O Presépio amanhece com algumas plantas, musgos, troncos de madeira, pinhas. Pode-se plantar durante a semana, regar as plantas que foram plantadas, colher flores pelos caminhos para enfeitar o presépio.
Acende-se as velas azul e verde, repete-se a história ou a música.
O Presépio amanhece com algumas plantas, musgos, troncos de madeira, pinhas. Pode-se plantar durante a semana, regar as plantas que foram plantadas, colher flores pelos caminhos para enfeitar o presépio.
Terceiro Domingo do Advento – 17 de dezembro
3ª semana do Advento - Reino Animal
Acende-se as velas azul, verde e amarela repete-se a história ou a música.
O Presépio recebe o boi, o burrinho, ovelhinhas...
Acende-se as velas azul, verde e amarela repete-se a história ou a música.
O Presépio recebe o boi, o burrinho, ovelhinhas...
Quarto Domingo do Advento- 24 de dezembro
4ª semana do Advento Reino Humano
Acende-se todas as velas repete-se a história, pode-se cantar muitas músicas natalinas.
O Presépio recebe José ao lado de Maria, pastores com as ovelhas.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Um pouco mais sobre o curriculo de uma escola waldorf
A arte é um instrumento essencial para
a educação na pedagogia waldorf. Todas as atividades na escola têm o elemento artístico
como base, e através desse elemento procura-se desenvolver o conhecimento. Os
saberes do mundo relacionados com o ser humano, estimulam o amor ao próximo e
o respeito pela natureza.
O conteúdo de cada ano é desenvolvido
a partir das características intrínsecas à idade dos alunos. O currículo
proporciona visão ampla e vivências das matérias, além de possibilitar a
aquisição de conhecimentos gerais e preparar o jovem para o exercício da
cidadania. Apresentações regulares de Música, Euritmia e dramatizações
fazem parte do currículo. Passeios de classe a partir do 1o ano e viagens de estudo, a
partir do 5o ano, complementam o conteúdo teórico das diversas matérias.
O professor de classe acompanha a mesma
turma ao longo dos primeiros anos do Ensino Fundamental, estabelecendo uma
ligação profunda e duradoura com seus alunos. Além dele, outros professores de matérias, como musica, religião, artes manuais, eurritmia, lingua estrangeira ( alemão e ingles) complementam a grade horária.
As matérias são lecionadas de forma
concentrada, em módulos temáticos, com duração aproximada de quatro
semanas. Os alunos vivenciam o mesmo assunto, com interesse e identificação,
assimilando a harmonia e a riqueza de cada disciplina.
Avaliação
O progresso das crianças é descrito
detalhadamente em boletins anuais, onde habilidades cognitivas, sociais e
características como perseverança, interesse, automotivação e força de
vontade são mencionadas. Assim,busca-se criar uma imagem geral do
desenvolvimento da criança no período além de apontar metas a serem atingidas no
futuro.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Ensino Fundamental e sua relação prática com o mundo
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O cultivo da terra e as profissões artesanais: épocas 3º ano.
|
“Nas épocas, colocamos conscientemente à criança,
que passa por uma separação mais nítida entre o “Eu” e o mundo, em seu ambiente
imediato, de modo que ela vivencie as atividades relacionadas com a habitação e
com a alimentação. Ela deixa, dessa maneira, o seu “paraíso” pessoal, no qual
estava vivendo, sem saber algo do trabalho. Dessa maneira, a vida profissional
entra na esfera da sua consciência.”
“Do grão ao pão”,
poderia ser o título da época do cultivo da terra - presente no 3 ano do ensino
fundamental das escolas waldorf. Seguindo o princípio da pedagogia, o professor
deve construir suas aulas de forma que o aluno vivencie desde o plantio do grão
de trigo, sua colheita, preparo do pão até a construção do forno. E um
exercício de criatividade e interdisciplinariedade.
Tudo começa com
da história da criação do mundo, na qual o aluno aprende sobre a
necessidade de o homem se tornar ativo no mundo. As varias fases dessa época
estendem-se sobre o ano inteiro.
As crianças vêm a
conhecer as mais importantes espécies de cereais - e quando elas podem efetuar
todos os trabalhos agrícolas: plantar, regar, colher. Quando o grão está
maduro, ele precisa ser colhido. Mais tarde, os alunos podem malhar, separar o
joio, moer, preparar a massa e assar o pão. Uma vivência da integração do
homem na natureza.
Adquirem forças para a
vida inteira ao efetuar com as mãos todos os trabalhos executados hoje pelas
máquinas. Ao mesmo tempo elas adquirem uma noção de como o céu e a terra atuam
em conjunto para nos dar os nossos alimentos.
Aqui em nossa escola
visitamos o sitio da Ju, fornecedora de produtos orgânicos para a escola.
Outro passeio feito
pela turma - do grão ao pão - foi a visita a uma padaria. Para conhecer
uma das profissões primordiais ao homem. Uma verdadeira aula de conhecimento da
vida e um contraponto ao pão feito em casa.
Agora, no final do
ano, elas construirão um forno de barro com suas próprias mãos, tendo contato
com noções de geografia, física e química.
Tudo isso é apenas
pano de fundo para o principal objetivo- que os alunos venham a saber que
cada um depende da ajuda dos outros, uma vivência que prepara para o
entendimento dos problemas sociais.
Fonte ( Site Antroposofy)
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Encontro de Amor
Recebemos 64 professores e auxiliares de jardins de infância da região de Campinas no ENCONTRO DOS JARDINS DE INFÂNCIA WALDORF do último
sábado. Como alguns pais não estavam presentes.
FOI REALMENTE UM DIA MUITO ESPECIAL!
Um teórico para reciclar, descobrir e refletir. Ponto alto com a música, com um repertório animadíssimo e original, conduzida com delicadeza e sensibilidade. E muitos sorrisos, oportunidades de conhecer ou reencontrar pessoas que vivem no dia a dia, o que também vivemos.
Tudo isso em nossa casa, nosso amado Jardim Angelim com todos os educadores do jardim juntos, tornou ainda mais especial!
Não podemos esquecer da disposição de várias mães queridas em nos 'servir', com carinho e alegria, além das mãos que antes prepararam ou compraram lanches tão especiais, era possível perceber o cuidado em cada item.
UM DIA PARA GUARDAR NO CORAÇÃO DA NOSSA QUERIDA ANGELIM!
Gratidão a todos que ajudaram a realizar e aos que participaram conosco.
Abraços,
Corpo Pedagógico
Jardim Angelim
💕
FOI REALMENTE UM DIA MUITO ESPECIAL!
Um teórico para reciclar, descobrir e refletir. Ponto alto com a música, com um repertório animadíssimo e original, conduzida com delicadeza e sensibilidade. E muitos sorrisos, oportunidades de conhecer ou reencontrar pessoas que vivem no dia a dia, o que também vivemos.
Tudo isso em nossa casa, nosso amado Jardim Angelim com todos os educadores do jardim juntos, tornou ainda mais especial!
Não podemos esquecer da disposição de várias mães queridas em nos 'servir', com carinho e alegria, além das mãos que antes prepararam ou compraram lanches tão especiais, era possível perceber o cuidado em cada item.
UM DIA PARA GUARDAR NO CORAÇÃO DA NOSSA QUERIDA ANGELIM!
Gratidão a todos que ajudaram a realizar e aos que participaram conosco.
Abraços,
Corpo Pedagógico
Jardim Angelim
💕
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Nossa Escola de Pais
“Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.”
Com entusiasmo damos início a nossa Escola de Pais, que busca trazer o conhecimento da Antroposofia e seus desdobramentos para as nossas família , além de ser um espaço para trocas de ideias e experiências sobre a educação dos filhos.
Nesse semestre, a Escola de Pais acontecera nos moldes de palestras mensais com temas que se relacionam, partindo sempre das necessidades e situações existenciais, das questões e angústias do dia a dia. Portanto, serão oferecidos conteúdos fundamentados na Antroposofia de modo a promover uma maior compreensão das situações da vida em relação à educação dos nossos filhos.
Preparação - Para estes desafios da maternidade e paternidade, a educação da criança e o auto-desenvolvimento do adulto, sugerimos a leitura abaixo:
“O Caminho Interior dos Pais” https://drive.google.com/file/d/0Bx4mwtxvGRLdVEY5MXVUT0lMU00/view
Como participar - Para participar é necessário fazer a inscrição por meio do endereço: escolaangelim@gmail.com, informando nome, telefone, relação com a escola e email. O custo sera de R$20,00 por pessoa, ou R$30,00 para o casal, por palestra, que poderão ser acertados no dia, ou com antecedência na secretaria.
As palestras continuarão abertas à toda a comunidade. Para quem não se inscrever na Escola de Pais, e quiser ir em uma ou mais palestras, avulsas, pedimos a contribuição de R$30,00 por pessoa, ou R$ 40,00 o casal.
*José de Sousa Saramago (1922 – 2010) foi um escritor, argumentista, teatrólogo, ensaísta, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
terça-feira, 25 de julho de 2017
segunda-feira, 3 de julho de 2017
terça-feira, 20 de junho de 2017
Ciclo de Palestras 2017 - A maturidade e a Prontidão Escolar
A transição do jardim para a escola representa uma etapa essencial no percurso de uma criança. Esse tema propõe dar atenção as características sociais, emocionais e físicas que sinalizam para a preparação para a escola, assim como entender o papel dos pais em equilibrar e favorecer uma transição adequada .
Venha ouvir nossa tutora e especialista em pedagogia e antroposofia sobre essa importante fase.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
quarta-feira, 7 de junho de 2017
quarta-feira, 31 de maio de 2017
A Menina da Lanterna
Era uma vez uma menina, que alegremente carregava a sua lanterna pelas ruas. De repente, chegou o vento, que com grande ímpeto apagou a lanterna da menina. -Ah! Exclamou a menina – Quem poderá reacender a minha lanterna? Olhou para todos os lados, mas não achou ninguém.
Apareceu, então, um animal muito estranho, com espinhos nas costas, de olhos vivos, que corria e se escondia muito ligeiro pelas pedras – Era um ouriço - Querido ouriço! Exclamou a menina – O vento apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderia acender a minha lanterna?
O ouriço disse a ela que não sabia e que perguntasse a outro, pois precisava ir para casa cuidar dos filhos.
A menina continuou caminhando e encontrou-se com um urso, em lenta caminhada, com uma cabeça enorme e um corpo pesado, desajeitado, grunhindo e resmungando. - Querido urso! – falou a menina- O vento apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderá acender minha lanterna? E o urso da floresta disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois estava com sono e ia dormir e repousar.
Surgiu então, uma raposa, caçando na floresta esgueirando-se entre o capim. Espantada, a raposa levantou seu focinho e, farejando, descobriu a menina. Indignada, a raposa dirigiu-se a ela e mandou que voltasse para casa porque a menina espantava os ratinhos.
Com tristeza, a menina percebeu que ninguém queria ajudá-la. Sentou-se numa pedra e chorou. Neste momento, surgiram estrelas que lhe disseram: - Pergunte ao sol, porque ele poderá ajudá-la. Depois de ouvir o conselho das estrelas, a menina criou coragem para continuar o seu caminho.
Finalmente, chegou a uma casinha, dentro da qual avistou uma mulher muito velha, sentada, fiando em sua roca. A menina abriu a porta, e cumprimentou a velha.
- Bom dia, querida vovó – disse ela. - Bom dia – respondeu a velha.
A menina perguntou se ela conhecia o caminho até o sol e se ela queria ir com ela, mas a velha disse que não podia acompanhá-la, porque ela fiava sem cessar e sua roca não poderia parar. Mas pediu à menina que descansasse um pouco, pois o caminho era muito longo. A menina entrou na casinha e sentou-se para descansar. Pouco depois, pegou sua lanterna e continuou a caminhada.
Mais para frente encontrou outra casinha no seu caminho, a casa do sapateiro. Ele estava sentado consertando muitos sapatos. A menina abriu a porta e cumprimentou-o. Perguntou, então, se ele conhecia o caminho do sol e se queria ir com ela procurá-lo. Ele disse que não podia acompanhá-la, pois tinha muitos sapatos para consertar. Deixou que ela descansasse um pouco, pois sabia que seu caminho era longo. A menina entrou e sentou-se para descansar. Depois que descansou, pegou a sua lanterna e continuou a caminhada.
Bem longe, avistou uma montanha muito alta. Com certeza, o sol mora lá em cima, – pensou a menina e pôs-se a correr, rápida com uma corsa. No meio do caminho, encontrou uma criança que brincava com uma bola. Chamou-a para que fosse com ela até o sol, mas a criança nem respondeu. Preferiu brincar com sua bola e afastou-se saltitando pelos campos.
Então, a menina da lanterna continuou sozinha o seu caminho. Foi subindo pela encosta da montanha. Quando chegou ao topo, não encontrou o sol.
-Vou esperar aqui, até o sol chegar – pensou a menina, e sentou-se na terra. Como estava muito cansada de sua longa caminhada, seus olhos se fecharam e ela adormeceu. O sol já tinha avistado a menina há muito tempo. Quando chegou a noite, ele desceu até a menina e acendeu a sua lanterna.
Depois que o sol voltou para o céu, a menina acordou.
Oh! A minha lanterna está acesa! – exclamou e, com um salto, pôs-se alegremente a caminhar.
Na volta, reencontrou a criança da bola, que lhe disse ter perdido a bola, não conseguindo encontrá-la por causa do escuro. As duas crianças procuraram, então, a bola. Após encontrá-la, a criança afastou-se alegremente.
A menina da lanterna continuou o seu caminho até o vale e chegou à casa do sapateiro, que estava muito triste, na sua oficina. Quando viu a menina, disse-lhe que seu fogo tinha se apagado e suas mãos estavam frias, não podendo, portanto, trabalhar mais. A menina acendeu a lanterna do sapateiro,
que agradeceu, aqueceu as mãos e pôde martelar e costurar os seus sapatos.
A menina continuou lentamente a sua caminhada pela floresta e chegou ao casebre da velha. Seu quartinho estava escuro. Sua luz tinha se consumido e ela não pôde mais fiar. A menina acendeu nova luz e a velha agradeceu, e logo sua roca girou sem parar, fiando, fiando, sem cansar.
Depois e algum tempo, a menina chegou ao campo e todos os animais acordaram com o brilho de sua lanterna. A raposinha, ofuscada farejou para descobrir de onde vinha tanta luz. O urso bocejou, grunhiu e tropeçando desajeitado, foi atrás da menina. O ouriço, muito curioso, aproximou-se dela e perguntou de onde vinha aquele vaga-lume gigante.
Assim, a menina voltou feliz para casa sempre cantando a sua canção.
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O significado da historia ( não deve ser lido para as crianças) - A busca da Menina da Lanterna simboliza a busca do ser humano por sua luz interior. A história trazida no inverno traz também um significado de recolhimento e interiorização, eu se manifesta aproximando-nos de conteúdos interiores.
Todos nós passamos por momentos difíceis na vida, momentos em que nos sentimos desorientados e sem rumo. Este momento é simbolizado na história quando a menina que tem a luz de sua lanterna apagada e por conseqüência precisa iniciar um caminho de auto-desenvolvimento para reencontrá-la.
Em princípio ela encontra os animais que representam nossos instintos básicos e que precisam ser domados. Todos eles se negam ajudá-la nesse momento e ela adormece para o sonho. Nesse sonho recebe ajuda das estrelas e indicam um caminho a seguir.
Posteriormente, ela se depara com as três partes que formam o homem: o pensar, o querer, o sentir; representados respectivamente pela fiandeira que tece o fio do pensamento, o sapateiro que com sua vontade e ação faz sapatos que nos mantém com os pés no chão, e a criança da bola que experimenta o mundo com os seus sentimentos.
A menina da lanterna pede ajuda para a fiandeira, para o sapateiro e para a criança da bola, mas está também é negada. A menina desanimada desiste, se entrega e adormece para um sono profundo.
Ao despertar para o mundo físico ela encontra sua luz, trazida pelo sol. Na volta ilumina o caminho daqueles que precisam num gesto de doação e amadurecimento do seu sentir, querer e pensar. Ao reencontrar os animais e ajudá-los, também está reconhecendo seus instintos e dominando seu mundo interior.
Quando na volta, a menina, após ter encontrado a luz, a doa para quem precisa, representa um passo grande passo para o ser humano que, após encontrar a luz divina dentro de si, pode fazê-la transformar-se num impulso social.
A Festa da Lanterna
A Festa da Lanterna é uma festa de origem européia. Lá, é comemorada no dia 11 de Novembro, dia de São Martinho. Foi introduzida no Brasil pela primeira Escola Waldorf de São Paulo, para o Jardim da Infância, na época de São João.
No hemisfério Sul, em Junho, estamos entrando no Inverno. Portanto, podemos dizer que essa é uma festa que prepara para a chegada do inverno, época que percebemos uma grande inspiração da terra, uma aquietação da natureza. O clima fica mais frio, a noite chega mais cedo, tudo favorece uma atitude de recolhimento e interiorização, de uma busca para dentro de nós mesmos, da luz que vive no nosso interior.
Em toda chegada de uma nova estação, buscamos direcionar novas atividades e assumir uma postura coerente com as qualidades que a época inspira. Imbuídos de sentimentos verdadeiros tornamos quase que tradutores dessas qualidades que a natureza emana.
Quanto menores as crianças, mais sutis serão nossos gestos, mais plenos de imagens serão os conteúdos trabalhados no dia a dia. O professor de Educação Infantil pode ser um grande poeta que utiliza intensamente as figuras de linguagem a favor das crianças, metaforizando aquilo que os pequenos só podem apreender (e aprender) pelas imagens.
Precisamos cuidar para que a cada época, a cada celebração possamos despertar aquilo que já está impregnado na alma humana e precisa, aos poucos, ser “acordado”. Esse despertar é um processo natural da criança resultando num desenvolvimento individual, à medida que, repetidamente,
povoamos de imagens seus corações. A celebração das festas anuais são ótimos recursos de que nos valemos para possibilitar aos pequenos essas vivências que lhes alimentam a alma proporcionando sentimentos de alegria, amor, coragem, confiança e segurança diante do mundo.
Nas escolas waldorfs, a festa é preparada por integrantes da escola, inclusive pais e amigos. As crianças presenciam e participam com muito entusiasmo a alegria da confecção das lanternas, aprender músicas e escutam pequenas estórias e poesias relacionadas ao tema.
Os professores contem e podem até presentear as crianças com um lindo teatro da história “A menina da Lanterna”, cujas imagens mostram o caminho individual do homem em busca de luz interior. Os personagens do texto nos revelam âmbitos do ser humano que necessitem ser dominados, transformados e renovados. Lembremos que o fogo, desde os tempos mais remotos, é o elemento da natureza mais usado por todos os povos para simbolizar a transformação.
Durante a festa as crianças carregam suas lanternas passeando pelas áreas abertas da escola simbolizando essa luz interior: o fogo divino e transformador que todo o ser humano tem dentro de si, Trilhar esse caminho é uma prova de coragem, e a lanterna acessa é um estímulo que pode ajudar os pequeninos. Caminhando juntos, todos cantam canções folclóricas que nos falam sobre o homem, sobre a natureza, sobre o céu e a Terra e suas relações.
É dever tarefa dos adultos, pais e professores, vivenciar a Festa da Lanterna com plena consciência trazendo as crianças, com veneração, os sentimentos belos, bons e verdadeiros pertinentes a essa época do ano.
Texto escrito por Sônia Maria Ruella (revisitado e adaptado por Maria de Fátima Cardoso)
quinta-feira, 25 de maio de 2017
A GOTINHA D’ÁGUA
Foi com muita alegria e
entusiasmo que os alunos do 2°ano da Escola Angelim, em Jundiai, saíram
última quinta feira para um passeio pedagógico.
Durante os últimos dias quentes
de verão, eles haviam trabalhado o ciclo da água em classe. Contudo, muito
mais do que o conteúdo do ciclo da água, essa época vivenciada pelas crianças
nos traz imagens de vida, morte e ressurreição - a gotinha que desce das nuvens
chega à terra, passa por inúmeras aventuras, desce às profundezas, ressurge na
nascente e volta às nuvens, o que ilustra maravilhosamente a festa pascoal
vivenciada também no mesmo período.
Ainda nessa fase do
desenvolvimento o trabalho pedagógico se dá por meio de imagens. Nós,
professores cuidamos para que sejam sempre imagens permeadas por sentimentos de
admiração, para fazer brotar o amor pelas belezas da natureza. E é esse o amor
que dizemos criar seu vínculo com todos os elementos do universo.
Ao longo da
caminhada do passeio procuramos ficar atentos aos barulhos e outros segredos
que a floresta ia nos revelando conforme adentrávamos nas trilhas. De repente,
um farfalhar das folhas, um riacho correndo, uma enorme teia de aranha, umas
folhas diferentes nos faziam parar e observar a natureza. Subimos em direção ao
topo de uma montanha; depois de atravessar corredeiras, enfim chegamos a uma
linda queda d’água. Apesar de singela e gélida água, nada impediu que as
crianças, corajosamente, mergulhassem e recebessem um banho de cachoeira! Mesmo
que tremessem de frio, o mais importante parecia sentir aquelas gotas de água
por todo o corpo. E depois de tanto esforço e frio, foi preciso voltar todo o
caminho... Embora cansadas, as crianças não desistiram e mostraram que têm pés
e pernas fortes e determinados!
Além da vivência do
conteúdo trabalhado, os passeios têm também como objetivo, trabalhar o
aprofundamento das amizades e o desenvolvimento da autonomia de cada indivíduo.
Por isso a importância de cada um carregar sua mochila, cuidar da sua troca de
roupa, ajudar ao amigo que necessita etc.
Foi uma manhã de
muita alegria para todos nós! Agradeço de coração, aos pais que gentilmente nos
acompanharam, e parabenizo as corajosas crianças pelo esforço e atenção.
por Profª Anna Teresa
segunda-feira, 22 de maio de 2017
terça-feira, 16 de maio de 2017
sexta-feira, 24 de março de 2017
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