segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Nos preparando para o Natal

É inesquecível vivenciar com toda a plenitude a época do Advento com as crianças em casa.

Durante os dias que seguem podemos contar as crianças historias de natal como - Moedas de Estrelas, São Nicolau, São Nicolau e as crianças estrelas, a Viagem de Maria, o Segredo da Grande Rocha, sempre acendendo uma velinha
.
Melhor ainda se puder montar um cantinho de Época e todas as noites, de preferencia sempre no mesmo horário, acendendo uma vela da coroa, cantando uma musica e contando uma história. Veja aqui algumas dicas para fazer esse pequeno ritual :



1 semana do advento - Reino Mineral
Primeiro domingo do Advento - 27/11

Presépio - pano azul, Maria, anjo, algumas estrelas e o caminho de velas. O ideal seria que as crianças não vissem a construção da estrutura do presépio, principalmente as menores.

Coroa do advento - velas de 4 cores - azul, vermelho, amarelo, verde

Nesta primeira semana, acendemos a vela azul. E coloque no cantinho elementos do reino mineral - agua, conchas, troncos...

E procure contar histórias sobre o reino mineral - O caminho de pedras até Belém, ou o segredo da grande Rocha.



2 semana do advento - Reino Vegetal
Segundo domingo do advento - 04/12

Pres
épio - ele amanhece com plantas, musgos e mais estrelas

Coroa do advento
- acender as velas azul e verde.


Contar histórias sobre o reino vegetal - O segredo das rosas, por exemplo.




3 semana do Advento - Reino Animal
Terceiro domingo do advento - 11/12

Presépio - entram o estabulo, o boi, burrinho ao lado de Maria, mais estrelas.

Coroa do advento
- acender velas azul, verde e vermelha.


Conte histórias sobre o burrinho, e as crianças vao adorar trazer mais animaizinhos para o presépio



4 semana do Advento - Reino Humano
Quarto domingo do advento - 18/12

Presépio - recebe José ao lado de Maria, Pastores dormindo com as ovelhas, mais estrelas.

Coroa do Advento - acendemos as quatro velas.

Contre histórias sobre Os estalajadeiros de Belem.




Noite de Natal

Acenda todas as velas, conte histórias sobre o nascimento de Jesus, as musicas da noite de Natal.


Manha do dia 25

Os pastores amanhecem se retirando do estábulo. Os reis surgem em algum lugar longe da casa - canto da escada, sala.
Conte histórias sobre o nascimento de Jesus e suas visitas e as repita até o dia de Reis, dia 06.

Dia 06/01 - Dia de Reis


Maria amanhece com menino Jesus no colo. Colocar um pano dourado no estabulo. Os reis chegam até o menino. Contar história sobre os Reis.

Dia 07/01

O presépio amanhece completamente desaparecido do cantinho de época, sem deixar vestigios

Epoca do Advento

Na nossa escola, a época já vem sendo trabalhada com as crianças, porque logo elas entram em férias, mas é no quarto final de semana que antecede ao Natal, que começa oficialmente o Advento

Advento significa "aquele que vem". E é isso que essa Época pede - a espera, a preparação para o nascimento de Jesus - um ser que vive em nós e cujas qualidades crísticas conquistamos pela coragem e esforço individual.

O advento pede interiorização para que nós nos vejamos como somos e nos preparemos para o SER que vira, sem necessidade de usar chavões, posturas adquiridas, mascaras. Esta é uma das tarefas mais difíceis a cumprirmos no natal - precisamos treinar conscientemente a achar o silêncio, a compenetração e a reflexão. Não somente combatendo ruídos e interferências exteriores, porém, principalmente, tentando encontrar uma ligação nova com o mundo espiritual.

Sabemos como é benéfica e cheia de paz uma contemplação prolongada do céu estrelado- sentimo-nos acalmados, mais abertos e confortados ate o fundo da nossa alma. Há  inúmeros versos e canções que falam disso. Esse é como um alerta para nossa alma - assim como as estrelas querem iluminar a escuridão terrestre, nós devemos achar em nossa vida pontos de luz dentro de nos.

A cor do Natal - a cor que corresponde ao advento é o azul. Como a cor do manto de Maria, ele simboliza a vontade que temos de nos ligarmos com nossa origem. O azul representa a escuridão que foi permeada de luz.

A vela - a vela seria como a luz que brilha igualmente para todos. É clara e quente, e não uma luz ofuscante. Ela representa como deveriam ser a cabeça e o coração do homem- clara no pensar e quente no amar. Assim, como a vela se consome ao ofertar calor e luz, o ser humano também deve sacrificar-se para poder dar luz e calor a todos!

A coroa do advento - A coroa é formada por quatro velas, acesas na sequência de quatro domingos. Cada vela tem uma cor - azul, reino mineral verde, reino vegetal, vermelha, reino animal e amarela, que representa o reino humano.

Recomendamos a experiência de vivenciar essa época com as crianças em casa. Monte seu cantinho de Época, conte histórias, acenda velas...


Fonte - Jornal Interno da Escola Waldorf Angelim - Época do Advento

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sobre coerência e valores

Não e fácil educar uma criança. Rudolf Steiner diz que não ha, basicamente, em nenhum nível, uma outra educação que não seja a auto-educação. E um desafio diário e constante, de mantermos a nossa coerência e valores. Mais do que o que falamos, elas aprendem pelo que fazemos.
Recebemos hoje o texto do artigo da Rosely Sayão, falando um pouco sobre essa jornada, que compartilhamos com vocês

Contrariar o que pensa e ceder a pedidos dos filhos traz insegurança

 Muitos pais vivem, quase todos os dias, conflitos gerados pelos filhos. A maioria deles resulta de pedidos e pressões que crianças e adolescentes fazem a eles. Permitir ou não? Dar ou não? Eis a questão!

Há um grande número de pais que cedem aos caprichos dos filhos mesmo sem concordar, ora porque acham que é muito cedo para o filho fazer ou ter determinada coisa, ora porque o que o filho quer não se encaixa com o que a família pensa.

Vamos conversar a respeito dessas contradições que os pais cometem –que não passam despercebidas pelos filhos– e suas possíveis consequências.

Não me canso de repetir: crianças, desde muito pequenas, sabem o que querem ou, pelo menos, pensam que sabem. Tal fato não é uma novidade das crianças nascidas neste novo mundo: sempre foi assim. Só que, na atualidade, o que elas demonstram querer é supervalorizado pelos pais, o que nunca aconteceu anteriormente.

E se há uma coisa que as crianças sabem fazer muito bem é batalhar pelo que querem. Elas criam novas estratégias e usam todas as que aprenderam que funcionam. Esse aprendizado começa lá pelos dois anos, mais ou menos.

A partir dessa idade, elas já passam a relacionar o seu comportamento com o que acontece depois. Se, por acaso, a criança ficar descontente com algo e reagir, impulsivamente, se jogando ao chão e/ou gritando, por exemplo, e logo após for atendida, ela aprende que essa é uma boa estratégia a ser usada.

Muitos pais não aguentam sustentar com firmeza sua decisão frente a comportamentos rebeldes dos filhos ou frente à insistência incansável deles. E, por isso, cedem.

Entretanto, a concessão que eles fazem pode não ser boa para a criança ou para o adolescente, principalmente por um motivo que considero importante: os filhos percebem, com muita clareza, que os pais estão agindo de forma contrária ao que pensam, ou seja, percebem a incoerência deles. E isso, caro leitor, provoca insegurança nos mais novos, que vai sendo construída pouco a pouco.

Mais importante para os mais novos do que ficar satisfeito e alegre com o fato de ter conseguido o que queria, é sentir segurança com seus pais. É essa sensação que ajuda crianças e adolescentes a crescerem com mais confiança, mesmo frente a todas as adversidades que a vida lhes impõe.

E tem mais: sabe o que um filho aprende quando percebe que seus pais agem de modo contrário ao que pensam? Que tudo é negociável, inclusive princípios, valores e até virtudes, quando há um interesse por algo. E esse tipo de aprendizado não é bom, concordam?

Hoje, nossas crianças e jovens estão muito pressionados pela ideologia consumista, por demandas sociais que nem sempre se adaptam ao seu modo de ser e de pensar e ao da família, pelos grupos que frequentam, pelas publicidades –inclusive as que são dirigidas aos adultos.

Para resistir ao menos a algumas das tentações que daí surgem, para manter a integridade e o respeito por si, a segurança e a coerência dos pais colabora muito.

Não hesite, caro leitor, em negar algo a seu filho se você não concorda com o que ele pede. Você irá errar na criação deles de qualquer maneira! Melhor errar estando de acordo com seus princípios e pensamentos, não é verdade?


Rosely Sayão