quinta-feira, 30 de junho de 2016

FESTA DA LANTERNA DO ANGELIM 2016 - Eu vou com a minha lanterna...



"Eu vou com minha lanterna e ela comigo vai
No céu brilham estrelas, na Terra brilhamos nós
Minha luz se apagou, pra casa eu vou,      
Com minha lanterna na mão."

No fim de uma tarde muito, muito fria de outono, todos foram chegando e se servindo dos deliciosos bolos, chás e cafés feitos com amor para ajudar a esquentar.



O cenário sobre o jardim da escola logo cativou crianças e adultos. Aos poucos, as cadeiras foram sendo ocupadas e a magia da história da Menina da Lanterna foi tomando conta de todos.


A expressiva voz da nossa professora Elza. O som doce da música que vinha de todos os lados. A doação dos atores e cantores (pais, professores e alunos).





Os olhos fascinados das crianças acompanhando a história, que há tempos vinha sendo contada e cantada por eles em sala. A expectativa para que cada uma das lanternas fosse acesa.





Quando a noite chegou, todos saíram em procissão com suas lanternas, cantando a música da peça e se encontraram novamente em torno da fascinante fogueira em uma grande roda –  entoando mais músicas em uma celebração ao espírito, uma vivência individual em meio a uma coletividade especial, que busca oferecer aos nossos filhos um aprendizado profundo do sentido da vida.



E entre um sorriso e outro, entre um encontro de olhares, todos se despedem em silêncio, refletindo sobre aquele momento profundo com uma chama acesa na alma.





"Minha luz vou levando
Sempre dela cuidando
Se alguém precisar
Dela posso lhe dar."


terça-feira, 28 de junho de 2016

Edital 002/2016 - Seleção para Professor(a) | Ensino Fundamental 2017

"Veneração, entusiasmo e sensação de proteção são as três coisas que realmente constituem o remédio para tudo na alma do professor. Veneração perante aquilo que precede o caminho da criança. Entusiasmo para aquilo que se segue a criança. Sensação de proteção para com aquilo que a criança vivencia." (Rudolf Steiner)

A nossa Escola Angelim (Jundiaí, SP) convida você professor(a) para o nosso Edital referente à seleção para professor Waldorf de Ensino Fundamental para o ano de 2017.

Se você é professor(a) nos envie seu currículo agora mesmo e boa sorte!

Se você conhece algum(a) professor(a) Waldorf, compartilhe esse Edital e torça!

Gratidão!

Escola Angelim.






domingo, 5 de junho de 2016

História | A Menina da Lanterna


Festa da Lanterna no Angelim, 2015

Era uma vez uma menina que carregava alegremente sua lanterna pelas ruas. De repente chegou o vento e com grande ímpeto apagou a lanterna da menina.

Ah! Exclamou a menina. – Quem poderá reacender a minha lanterna? Olhou para todos os lados, mas não achou ninguém. Apareceu, então, uma animal muito estranho, com espinhos nas costas, de olhos vivos, que corria e se escondia muito ligeiro pelas pedras. Era um ouriço.

Querido ouriço! Exclamou a menina, - O vento apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderia acender a minha lanterna? E o ouriço disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois precisava ir pra casa cuidar dos filhos.

A menina continuou caminhando e encontrou-se com um urso, que caminhava lentamente. Ele tinha uma cabeça enorme e um corpo pesado e desajeitado, e grunhia e resmungava.

Querido urso, falou a menina, - O vendo apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderá acender a minha lanterna? E o urso da floresta disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois estava com sono e ia dormir e repousar.

Surgiu então uma raposa, que estava caçando na floresta e se esgueirava entre o capim. Espantada, a raposa levantou seu focinho e, farejando, descobriu-a e mandou que voltasse pra casa, porque a menina espantava os ratinhos. Com tristeza, a menina percebeu que ninguém queria ajudá-la. Sentou-se sobre uma pedra e chorou.

Neste momento surgiram estrelas que lhe disseram pra ir perguntar ao sol, pois ele concerteza poderia ajudá-la.

Depois de ouvir o conselho das estrelas, a menina criou coragem para continuar o seu caminho.

Finalmente chegou a uma casinha, dentro da qual avistou uma mulher muito velha, sentada, fiando sua roca. A menina abriu a porta e cumprimentou a velha.

- Bom dia querida vovó – disse ela

- Bom dia, respondeu a velha.

A menina perguntou se ela conhecia o caminho até o Sol e se queria ir com ela, mas a velha disse que não podia acompanhá-la porque ela fiava sem cessar e sua roca não podia parar. Mas pediu a menina que comesse alguns biscoitos e descansasse um pouco, pois o caminho era muito longo. A menina entrou na casinha e sentou-se para descansar. Pouco depois, pegou sua lanterna a continuou a caminhada.

Mais pra frente encontrou outra casinha no seu caminho, a casa do sapateiro. Ele estava consertando muitos sapatos. A menina abriu a porta a cumprimentou-o. Perguntou, então se ele conhecia o caminho até o Sol e se queria ir com ela procurá-lo. Ele disse que não podia acompanhá-la, pois tinha muitos sapatos para consertar. Deixou que ela descansasse um pouco, pois sabia que o caminho era longo. A menina entrou e sentou-se para descansar. Depois pegou sua lanterna e continuou a caminhada.

Bem longe avistou uma montanha muito alta. Com certeza, o Sol mora lá em cima – pensou a menina e pôs-se a correr, rápida como uma corsa. No meio do caminho, encontrou uma criança que brincava com uma bola. Chamou-a para que fosse com ela até o Sol, mas a criança nem responde. Preferiu brincar com sua bola e afastou-se saltitando pelos campos.

Então a menina da lanterna continuou sozinha o seu caminho

Foi subindo pela encosta da montanha. Quando chegou ao topo, não encontrou o Sol.

- Vou esperar aqui até o Sol chegar – pensou a menina, e sentou-se na terra.

Como estivesse muito cansada de sua longa caminhada, seus olhos se fecharam e ela adormeceu.

O Sol já tinha avistado a menina há muito tempo. Quando chegou a noite ele desceu até a menina e acendeu a sua lanterna.

Depois que o sol voltou para o céu, a menina acordou.

- Oh! A minha lanterna está acessa! – exclamou, e com um salto pôs-se alegremente a caminho.

Na volta, reencontrou a criança da bola, que lhe disse ter perdido a bola, não conseguindo encontrá-la por causa do escuro. As duas crianças procuraram então a bola. Após encontrá-la, a criança afastou-se alegremente.

A menina da lanterna continuou seu caminho até o vale e chegou à casa do sapateiro, que estava muito triste na sua oficina.

Quando viu a menina, disse-lhe que seu fogo tinha apagado e suas mãos estavam frias, não podendo, portanto, trabalhar mais. A menina acendeu a lanterna do artesão, que agradeceu, aqueceu as mãos e pôde martelar e costurar seus sapatos.

A menina continuou lentamente a sua caminhada pela floresta e chegou ao casebre da velha. Seu quartinho estava escuro. Sua luz tinha se consumido e ela não podia mais fiar. A menina acendeu nova luz e a velha agradeceu, e logo sua roda girou, fiando, fiando sem cessar.

Depois de algum tempo,a menina chegou ao campo e todos os animais acordaram com o brilho da lanterna. A raposinha, ofuscada, farejou para descobrir de onde vinha tanta luz. O urso bocejou, grunhiu e, tropeçando desajeitado, foi atrás da menina. O ouriço, muito curioso, aproximou-se dela e perguntou de onde vinha aquele vaga-lume gigante. Assim a menina voltou feliz pra casa.